Doenças mentais e intestinais estão interligadas? - Novo Nascer -

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Doenças mentais e intestinais estão interligadas?

Postado em 31 de julho de 2020

O corpo está todo conectado. Quando algo não funciona, pode ter relação com uma área que nem imaginamos. Como a saúde mental e o intestino. Veja só, alterações da microbiota intestinal – aqueles micro-organismos que vivem no intestino – e mudanças de humor, cognição e depressão estão associadas. Variações de comportamento do espectro autista, doença de Parkinson e Alzheimer também têm assinaturas microbianas intestinais distintas do padrão de normalidade. “O que não foi estabelecido ainda é se as alterações da composição da microbiota intestinal são causais ou associativas com os distúrbios da saúde mental”, esclarece o professor Dr. Dan Waitzberg, diretor científico na Bioma4me.

Para saber como anda a sua microbiota é necessário fazer um exame de sequenciamento genético a partir da coleta de um fragmento de fezes. Daí o DNA bacteriano é analisado por aparelhos especializados em sequenciamento. Na análise é possível comparar com os perfis considerados normais e estabelecer assinaturas microbianas alteradas.

A modificação da disbiose – alteração da microbiota – pode ocasionar melhora de alguns sintomas mentais. “Nos casos de melhora, observa-se a modificação para uma condição de eubiose, na microbiota intestinal, com o predomínio de bactérias comensais e simbióticas. No entanto, isso não é necessariamente obrigatório”, explicou Waitzberg. O gastroenterologista Bruno Zilberstein, do hospital Beneficência Portuguesa completa “A digestão dos alimentos e sua assimilação depende dessa microbiota ou flora intestinal”.

Existem várias maneiras de fazer a regulação da microbiota intestinal, com mudanças de hábitos e estilo de vida. Entres elas, estão a regulação do peso, ingestão adequada de frutas, legumes e vegetais, prática de atividade física, fim do tabagismo e da ingestão excessiva de álcool, além de iniciar práticas de relaxamento. O uso de prebióticos, probióticos e simbióticos também podem ajudar, dependo da recomendação médica após análise caso a caso.

Fontes:

Professor Dr. Dan Waitzberg – diretor científico na Bioma4me

Bruno Zilberstein – gastroenterologista do hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo

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