Postado em 6 de agosto de 2020
Tem quem goste de muito tempero, mas um bom cozinheiro sabe que sal demais estraga qualquer receita. O mesmo acontece nos relacionamentos. Existe uma linha tênue entre o ciúme considerado saudável e o que os especialistas consideram patologia.
“O ciúme faz parte do comportamento humano. Ele se torna doença quando leva prejuízo para a integridade física e as relações das pessoas envolvidas”, explica Cristina Borsari, psicóloga do hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo.
Segundo profissionais da saúde, o ciúme está relacionado com insegurança e baixa autoestima. Outra característica é a tolerância mínima à frustração, principalmente para quem não trabalhou essa questão durante o desenvolvimento da personalidade. O principal passo para uma mudança é o indivíduo entender que o comportamento é exagerado e procurar ajuda profissional.
O tratamento é realizado com psicoterapia breve, em que vão ser elencados comportamentos relacionados ao ciúme e prejuízos para vida pessoal. A partir daí é feito um planejamento de como isso vai ser trabalhado.
“Às vezes, está lá no inconsciente, são questões que não foram bem resolvidas. Então, a gente precisa buscar a causa e trabalhar todas essas vertentes para minimizar esse ciúme doentio”, diz Borsari. Além do tratamento psicológico, alguns casos necessitam de medicação, como ansiolíticos ou antidepressivos para reequilibrar os neurotransmissores.
Tem quem prefira outra maneira de se tratar e, pensando nisso, foi criado o Grupo MADA, Mulheres que Amam Demais. O grupo – essencialmente para mulheres – foi inspirado no livro homônimo e adaptado do programa de recuperação dos Alcóolicos Anônimos 12 passos e 12 tradições. Nele, não tem psicólogas ou psiquiatras, muito menos líderes.
É uma roda de apoio mútuo, em que as participantes dividem suas experiências. As reuniões de membros – com duração de duas horas – são fechadas, mas existe a possibilidade de visitantes entrarem em alguns encontros abertos. Para participar, basta ir a uma reunião. Os locais, espalhados pelo Brasil, estão no site do MADA.
Fontes:
Cristina Borsari – Psicóloga do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
Grupo MADA
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