Você sabia que 1% da população é narcisista? - Novo Nascer -

Artigos


Você sabia que 1% da população é narcisista?

Postado em 24 de agosto de 2020

Mas o que é o transtorno de personalidade narcisista?

Quem ama muito a si próprio, tende a ser chamado de narcisista. A origem da palavra é do mito grego de Narciso, que não corresponde ao amor de uma ninfa e ela pede que uma maldição seja jogada sobre ele, e se apaixone intensamente, mas não consiga ter sua amada. Narciso, então, vê sua imagem refletida nas águas de uma fonte e se apaixona, sem saber que era ele mesmo ali. Ele acaba morrendo afogado.
Mitos a parte, é necessário ter cuidado ao denominar alguém como narcisista, já que se trata de um transtorno complexo que, segundo alguns estudos, atinge apenas 1% da população.

“Tive um paciente, uma vez com personalidade narcisista e perguntei, ‘mas você se sente superior?’ e ele respondeu ‘não, eu sou superior’. É uma distorção cognitiva em que ele acredita nos esquemas que criou para enfrentar. A pessoa desenvolve esses esquemas de pensamento comportamentais que, muitas vezes, estão relacionados a mecanismos de defesa, de se entender inferior, então ele usa essa percepção distorcida”. Cristina Borsari, psicóloga do hospital Beneficiência Portuguesa,
em São Paulo.

 

Segundo a psicóloga, o narcisista é uma pessoa que apresenta, muitas vezes, um comportamento inadequado perante situações de conflito ou problema. Sempre vai ter um esquema de pensamento pautado na superioridade e não consegue entender e se colocar no lugar do outro.

Pouco se sabe sobre as causas do transtorno de personalidade narcisista. O que foi constatado é que na fase infantil, o narcisismo é um mecanismo de defesa que a criança desenvolve e depois, na fase adulta, a personalidade é distorcida.

Principais características:

– Autoconfiança exagerada;

– Não tem sensibilidade em relação a dor do outro;

– Falta de empatia;

– Necessidade da sensação de superioridade.

 

O diagnóstico dessa personalidade poder ser realizado na adolescência e fase adulta, com observação dos comportamentos por profissionais qualificados – psiquiatra e psicólogo. É importante muita atenção, já que pode ser confundido com outros transtornos, como borderline e egocentrismo – transtornos que explicaremos em outras matérias aqui no blog.

Como lidar?

O ideal é trazer a pessoa para realidade, mostrando que ela não é superior a ninguém, analisando a situação. Mesmo que, muitas vezes, ela não consiga entender que tem uma distorção cognitiva, é importante ter muito diálogo, pontuar como aquilo poderia ser dito de outra forma e o quanto ela foi agressiva.

 

Fonte:

Cristina Borsari, psicóloga da Beneficiência Portuguesa, de São Paulo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Seu Plano pode cobrir
todo o tratamento

Entre em contato através do
formulário abaixo e saiba mais.

    CONTATE-NOS AGORA

    Ligue, mande um e-mail ou envie uma mensagem