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  • Mitos e verdades sobre o tabagismo

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    Mitos e verdades sobre o tabagismo

    Desde os anos 2000, a veiculação de propagandas de cigarros foi proibida no Brasil. Mas isso não quer dizer que a normalização da droga tenha acabado. Pelo contrário, as fotos assustadoras nas embalagens dos produtos passaram a não afetar tanto mais. A proibição de fumar em locais fechados também. Há quem ache até interessante ser convidado para “ir lá fora” fumar.  Acontece que nada disso anula o fato de que o cigarro causa dependência e, consequentemente, muitas doenças. Vamos ver aqui cinco mitos e verdades sobre essa droga lícita.

    Fumar eventualmente diminui o risco de vício.

    MENTIRA

    Fumar eventualmente pode fazer com que a pessoa desenvolva uma relação de dependência com cigarro. De acordo com psicólogo Marcondes Pereira, do Hospital Novo Nascer, a dependência acontece, normalmente, para remediar emoções. “Muitas vezes, o indivíduo fuma por ócio, ansiedade ou estresse. Ele busca o cigarro para promover alívio. E dependendo da condição emocional dele, pode acabar desenvolvendo uma dependência”.

     

    Cigarros eletrônicos são inofensivos

    MENTIRA

    O cigarro eletrônico tem uso diferente do “comum”, mas também tem queima e combustão de substâncias nocivas e cria relação de dependência. Apesar de, em 2019, a ANVISA ter discutido uma possível regulamentação no Brasil, a venda de cigarros eletrônicos é proibida desde 2009.

     

    Cigarro afeta o sistema nervoso

    VERDADE

    “O cigarro é uma droga que tem efeito rápido no sistema nervoso e gera mudança rápida no sistema nervoso”, explica o psicólogo Marcondes Pereira.

    Fumar longe das pessoas não vai afetá-las

    MENTIRA

    A fumaça acaba circulando e chega nas pessoas que não estão fumando. Além disso, o cheiro fica na pessoa e roupas e acaba gerando incomodo em quem está perto. Afeta a saúde da pessoa que fuma, das próximas a ela e, consequentemente, de toda sociedade.

     

    Narguilé faz tão mal quanto cigarro comum

    VERDADE

    É como o cigarro eletrônico, também faz mal a saúde e causa dependência. Além disso, por ser algo compartilhado, promove fluxo de contaminação. Por exemplo, agora com a pandemia da Covid-19, a contaminação é enorme.

    O Hospital Hospitalar Novo Nascer tem diversas terapias para dependentes de tabaco. Entre elas, a terapia cognitiva comportamental e a terapia dos esquemas. O processo consiste, resumidamente, em entender as emoções da pessoa, desenvolver uma relação empática, entender a história de vida e pensamentos que levaram à dependência. Tudo com intuito de resignificar o contexto e mostrar a realidade.

     

    Fontes:

    Instituto Nacional de Câncer – INCA

    Marcondes Pereira – psicólogo e diretor de assistência psicossocial do Hospital Novo Nascer

     

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  • Dicas para identificar dependência química

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    Dicas para identificar dependência química

    Perceber que um familiar está enfrentando a dependência química é algo delicado e, nem sempre, tão evidente quanto se imagina. Muitas vezes, pequenas atitudes podem mostrar o que a pessoa está passando. Aqui, vamos listar algumas características de pessoas com esse problema. Mas antes, é importante que a família não se culpe pelo que está acontecendo, mas tente identificar e ajudar o dependente a aceitar a importância do tratamento.

    A psicóloga Dulcineide Silva dá 11 dicas que facilitam a identificação desse tipo de paciente:

    – Mudança de humor repentina.

    – Agressividade em relação a assuntos triviais do dia-a-dia.

    – Isolamento. A pessoa passa a deixar de ir a encontros familiares, por exemplo.

    –  Sentimento de “poder”. A pessoa começa a acreditar que pode tudo e quer tudo.

    – Fica na defensiva, parece que a qualquer momento vai ser acusado de algo e reage mal a cobranças.

    – Deixa de frequentar lugares que costuma ir.

    – Se tem um relacionamento, passa a achar que o cônjuge está “pegando no pé””.

    – Falta energia, pois dorme muito durante o dia e fica acordado a noite.

    – Começa a inventar desculpas para tudo o que faz.

    – Passa a contar mentiras.

    – O dinheiro, que antes era suficiente, acaba antes do que o de costume.

     

    Além dessas mudanças de comportamento, muitas outras podem acontecer. O importante é que a família se mantenha atenta e, na duvida, procure ajuda de profissionais da saúde.

     

    Fonte: Dulcineide Silva – psicóloga e gerente de atendimento da Clínica Hospitalar Novo Nascer

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  • Nova realidade de profissionais e pacientes na pandemia

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    Nova realidade de profissionais e pacientes na pandemia

    Durante a atual pandemia da Covid-19, a psicóloga Annecherley Duarte, gerente de terapêutica do Hospital Novo Nascer, conta como a rotina dos pacientes e familiares mudou nesse período. A profissional sentiu que as relações se fortaleceram diante dessa nova realidade.

    “Todos fomos pegos de surpresa pela pandemia do novo coronavírus. Nós, profissionais, as famílias e os pacientes. Quando nos vimos isolados e diante desse contexto mundial, precisamos nos reinventar. Criamos técnicas para manter os pacientes em contato com os familiares, sempre de forma assistida. Nosso objetivo, era deixá-los acolhidos mesmo com a angústia de não poderem estar próximos dos entes queridos.

    Conseguimos despertar um olhar mais cuidadoso entre eles. Acabamos aproximando mais os dois lados. Por incrível que pareça, antes da pandemia não sentíamos tanto calor humano entre eles como pudemos ver agora. Tanto pacientes, quanto familiares se perceberam diante da finitude da vida e começaram a valorizar mais a presença, os pequenos gestos.

    Nossos pacientes que têm dependência química, começaram a refletir mais sobre as famílias, que estavam partidas, quebradas. Passaram a valorizar a presença. Tudo isso, para nós, é o grande aprendizado desse momento.”

     

    Fonte: Annecherley Duarte – psicóloga e gerente de terapêutica do Hospital Novo Nascer

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  • Casos de depressão dobram durante a pandemia

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    Casos de depressão dobram durante a pandemia

    Incertezas sobre o futuro, isolamento social, mudança na rotina. O cenário atual, tão abordado em filmes apocalípticos, é a nova realidade mundial, desde o início da pandemia do novo coronavírus. Tantas alterações inesperadas acabaram, inevitavelmente, mexendo com o psicológico de muita gente. Pode-se dizer que a falta do contato físico acabou diminuindo a produção de um grande aliado da felicidade e da alegria, a ocitocina, neurotransmissor responsável por essas sensações, que é liberado justamente quando existe esse contato.

    De acordo com um estudo realizado pelo instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a UERJ, em parceria com o Yale New Haven Hospital, nos EUA, os casos de depressão dobraram, desde o começo da pandemia. Nessa pesquisa, 1.460 pessoas, de 23 estados e regiões do país, responderam um questionário online, entre os períodos de 20 a 25 de março e 15 a 20 de abril. A maior recorrência de quadros depressivos está entre pessoas com idades avançadas, com a ausência de crianças em casa, baixo nível de escolaridade e presença de idosos na residência.

    Com base nas respostas, foi possível identificar também que o sexo feminino é mais propenso que o masculino a sofrer com estresse e ansiedade. “O maior adoecimento mental é das mulheres já que, normalmente, elas ficam sobrecarregadas com as tarefas da casa. Ainda vivemos em uma sociedade onde os afazeres não são divididos entre homens e mulheres, e, assim, tudo fica acaba ficando por conta delas”, disse o professor Alberto Filgueiras, coordenador do estudo.

    Para tentar driblar esses momentos é de extrema importância manter uma alimentação saudável, uma rotina de exercícios e contato social, mesmo que por videoconferência. E por falar em contato virtual, atendimentos psicológicos devem continuar online. “Fazer meditação, caminhar (usando máscara) e esportes individuais, em geral, são ótimas formas de prevenir e combater a falta de energia que a depressão gera”, aponta o psicólogo da clínica Novo Nascer, Marcos Amorim.

    Fontes:

    Marcos Amorim – psicólogo da Clínica Hospital Novo Nascer

    Alberto Filgueiras – coordenador de pesquisa da UERJ

     

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  • Tecnologia aliada da esquizofrenia?

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    Tecnologia aliada da esquizofrenia?

    Esse texto é sobre tecnologia. Mais precisamente, a respeito de plataformas digitais que podem auxiliar pacientes com esquizofrenia a manter o foco no tratamento. Mas antes, é de extrema importância explicar os processos necessários para chegar ao diagnóstico da doença para, depois, expor a maneira que funcionam essas ferramentas. Então, vamos lá.

    Quando alguém sofre o primeiro episódio psicótico – delírios e alucinações – é necessária a avaliação de profissionais da saúde para descartar outras causas, como tumores ou alguma comorbidade clínica que justifique os transtornos. A partir daí, são aplicados os antipsicóticos. E se engana quem pensa que é simplesmente ir ao psiquiatra para ter o diagnóstico fechado. No caso da esquizofrenia, são seis meses de acompanhamento para, então, bater o martelo. Em alguns casos mais graves, eletroconvulsoterapia e estimulação eletromagnética transcraniana podem ser utilizados.

    Agora vamos para o cenário em que o paciente se encontra em tratamento, com medicação e terapias em dia, mas, ainda assim, tem dificuldade – natural do transtorno – em manter a rotina e seguir firme. Para “treinar o cérebro”, cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, criaram o jogo “Wizard” que trabalha a memória episódica – aquela que faz lembrar de fatos recentes, como onde foi deixada a chave de casa – de pacientes com esquizofrenia. Um pequeno grupo jogou o game por um período de quatro semanas e foram constatadas melhorias na memória e aprendizado, ou seja, o jogo chegou, de certa forma, onde medicamentos ainda não puderam alcançar.

    O “Focus” é um exemplo de aplicativo voltado para o atendimento de pacientes com depressão grave, transtorno bipolar e esquizofrenia. O sistema tem questionários de avaliação de sintomas que podem ser acessados 24h por dia. Dependendo do resultado o App oferece estratégias de controle e, semanalmente, especialistas prestam assistência através de ligações. Segundo um estudo publicado pela revista Psychiatric Services, com 163 pessoas, 90% usou o App ao menos uma vez durante as crises.

    A aluna Mariana Califani, do curso de medicina da UNIFAE, se interessou pelo assunto e fez um levantamento de estudos, como os citados anteriormente, sobre plataformas digitais – mensagens eletrônicas, SMS, aplicativos, telefonemas, vídeos, formulários online e outras tecnologias – utilizadas na adesão ao tratamento da esquizofrenia. De 39 estudos selecionados, 16 se enquadraram nos critérios de inclusão. Alguns deles, mostram que os métodos tecnológicos fornecem benefícios no autogerenciamento de doenças de longo prazo e melhoram a adesão ao tratamento dos pacientes. O trabalho foi aceito para pôster no Congresso Nacional de Psiquiatria de 2020, sob orientação do professor e médico psiquiatra Nelson Antonio.

    Apesar de serem ferramentas que podem ajudar é importante lembrar que elas não substituem tratamentos convencionais. “São necessários mais estudos para termos um panorama melhor sobre os resultados e a eficácia dos dispositivos”, afirma o psiquiatra Nelson Antonio.

     

    Fontes:

    Romildo Fellipe Nascimento – psicólogo da Clínica Hospitalar Novo Nascer

    Dr. Nelson Antonio – psiquiatra e preceptor na Santa Casa de São Paulo

    Revista Psychiatric Services

     

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